Educação&Participação

Aproximação e investigação dos territórios vividos e construídos pelos jovens.

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  • O que éO que é

    Aproximação e investigação dos territórios vividos e construídos pelos jovens.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Lápis de cor, Internet, canetas hidrocor revistas, folhas de papel pardo tesouras.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de informática e na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Possibilitar ao jovem estabelecer relações com o seu entorno, compreendê-lo e construir projetos de vida que considerem o pertencimento ao seu espaço de vida.

  • ExpectativaExpectativa

    Reconhecer as múltiplas experiências vividas no território e que envolvem diferentes espaços, pessoas e atividades.

Na prática

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Como desenvolver?

Pergunte aos jovens que músicas conhecem, cujo tema é a cidade. Liste os nomes num cartaz e peça para contarem sobre o que dizem tais músicas. Enquanto falam, registre os aspectos abordados, ao lado dos nomes das cidades.

Diga que você também tem algumas músicas para sugerir (veja algumas sugestões abaixo, selecionando cidades de regiões diferentes do Brasil) e convide-os a se sentarem em duplas, frente aos computadores, para consultarem a internet. Cada dupla escolhe uma das músicas sugeridas por você para conhecer ou revisitar, se já conhece. Peça que localizem a cidade da música escolhida no Google Maps e tentem saber um pouco sobre ela para conhecer o contexto da composição. Veja orientação de como consultar o Google Maps, na oficina “De perto e de longe”. Combine o tempo de consulta com eles, de aproximadamente 20 min.

Sugestões de músicas que falam sobre cidades:

Belém, Pará, Brasil – Banda Mosaico de Ravena (referência a Belém do Pará).

Deu pra ti – Kleiton e Kledir (referência à cidade de Porto Alegre- RS).

Voltei, Recife – Capiba (referência à cidade de Recife).

Leão do Norte – Lenine (refere-se a várias cidades do estado de Pernambuco, que recebe esse nome, em função de sua história de lutas libertárias. Música de Lenine e Paulo César Pinheiro. Para se entender a letra de Leão do Norte, acesse à página Entenda a letra da música Leão do Norte, que explica o significado de cada um dos versos).

Sampa – Caetano Veloso (referência à cidade de São Paulo-SP).

Trem de Pirapora – Sá e Guarabira (referência à cidade de Montes Claros – MG).

São Salvador – Nana, Danilo e Dori Caymmi (referência à capital baiana).

 

Depois dos 20 min. combinados, abra para os comentários, explorando o que observaram em cada uma das letras sobre as cidades pesquisadas, ou melhor, como os autores das letras das músicas percebiam a sua cidade, quando as compuseram. Aproveite a oportunidade para discutir com eles sobre a riqueza da diversidade cultural existente no nosso país.

Observe que a cidade é tematizada na canção ou no rap, conforme o olhar do compositor, sua visão subjetiva e crítica, construída por meio dos percursos de vivência experimentados por ele nessa cidade. Todos nós desenvolvemos percursos nos espaços onde vivemos: percurso de estudo, de lazer, de trabalho.

Proponha que pensem nos diferentes percursos de sua vida, no dia a dia, assim como ir para a escola e para a ONG, ir para o trabalho, ir para o jogo de futebol, num final de tarde. Depois, pensarão nos seus finais de semana: o que fazem? Onde vão?

Explore com eles o que ocorre em cada um desses percursos:

  Com quem se relacionam – amigos, professores, vizinhos, o dono da banca de jornais?
 Que sentimentos estão presentes nas relações desses percursos -alegria, leveza, raiva, ressentimento, medo?
 Qual a frequência desses percursos – todo dia, algumas vezes na semana? E os de final de semana: sempre, algumas vezes?Distribua os materiais –  folhas de papel pardo, lápis e canetas coloridos, revistas e tesouras – e peça para cada um fazer um cartaz, mostrando todos os seus percursos, com desenhos ou colagens, palavras, poemas, letras de canção ou rap, representando os lugares, as pessoas, os bichos, os objetos e as atividades que encontram neles.

Quando concluírem sua produção, deverão colocá-la na roda para que todos possam percorrer os cartazes e conhecer os percursos de vida que os colegas realizam no território. O que há de comum? E o que há de diferente? Cada um escolherá uma das produções que mais tenha despertado sua curiosidade, para entrevistar o autor e fazer as perguntas que quiser para conhecer melhor sua vida, suas escolhas. Converse sobre a necessidade de fazerem as perguntas de forma respeitosa e não invasiva e sobre o direito do entrevistado responder ou não a alguma pergunta que considere menos adequada.

E se?

Se muitas escolhas de entrevistas recaírem sobre as mesmas pessoas, sugira uma entrevista coletiva com elas; cuide para ninguém ficar de fora; se necessário, entre você no papel de entrevistador.

Após a realização da entrevista, abra para comentários. Pergunte o que identificaram de semelhanças e de diferenças entre os seus percursos de vida e os dos colegas, fazendo comentários e reflexões sobre o que observam. Chame a atenção sobre a relação sempre presente entre as trajetórias de vida das pessoas e os lugares e o quanto isso constitui a história de cada um. Tomar consciência de nossos percursos nos permite avaliá-los e decidir se queremos que eles permaneçam ou que mudem.

Finalizando a atividade, pergunte que destino desejam dar aos cartazes. Sugira a organização de uma exposição na instituição ou na comunidade.

Hora de avaliar

Convide-os a olhar os cartazes e verificar se é possível perceber alguns aspectos que foram evidenciados por muitos jovens do grupo, nos seus percursos, revelando um “ethos” da cidade; os percursos desenhados evidenciam as potencialidades e fragilidades da sua cidade?

Para finalizar, cada adolescente e jovem escolherá, dentre os percursos de sua vida, registrados no cartaz, aquele que desperta o sentimento que mais representa a sua avaliação da oficina, explicitando suas razões para o grupo.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Podem ser convidadas algumas pessoas que conseguiram expressar, por meio de alguma linguagem artística, como música, literatura, teatro, grafitagem, sua visão e sua compreensão do bairro e da cidade.

Aproveitando a oportunidade, poderão, ainda, indicar, com base nos vários percursos explicitados, algumas pessoas que consideram interessantes para vir conversar com eles, sobre suas atividades profissionais: como chegaram a ser o que são hoje; que percurso tiveram que percorrer para isso; o que é mais importante considerar para desenvolver sua profissão; quais as gratificações e quais as frustrações que encontram nela.

Se as pessoas concordarem, poderão ser filmadas e suas falas gravadas para serem editadas e publicadas no site do Youtube, por exemplo, e no jornal da escola ou da comunidade.

Para saber mais

A cartografia é um processo de construção do conhecimento expresso por um conjunto de informações objetivas e subjetivas.

Propõe diálogo e combinação entre as experiências, interesses, desejos e saberes de crianças, adolescentes e jovens e as suas possibilidades de criar, inventar e intervir em seus territórios. Tem por finalidade reconhecer os territórios como lugares de residência, circulação, aprendizagem, diversão, consumo e convívio, mapeando as potencialidades do local, de seus habitantes, de seus interesses.

A cartografia remete a um território espacial e a rotas de circulação, mas também incorpora a dimensão subjetiva, captando o espaço existencial povoado por sonhos, desejos, percepções, sensações. Lugares e acontecimentos que atravessam a vida das pessoas e as afetam, com diferentes graus de intensidade, produzindo mudanças no modo de ver e de viver, gerando aprendizagens e sensações diversas como conforto, medo, frustração, encorajamento, potência.

Em todos os acontecimentos a vida está presente, em movimento, com possibilidades de transformação.

Ao fazer a cartografia de suas vivências no espaço do território, o jovem percebe a vida no seu entorno: os lugares, as pessoas, os grupos, identificando as fraquezas, as potências e as possibilidades de transformação.

O que se pretende é reverter situações em que as fraquezas geram imobilidade, ressaltando as potencialidades existentes, que podem ser reforçadas nos processos de aprendizagem e nas trajetórias criadoras oferecidas aos adolescentes e jovens.

Isso porque territórios de alta vulnerabilidade e de exclusão social não são apenas espaços de riscos e fragilidades, mas também de resistências e de riquezas socioculturais e humanas.

Fonte de Referência:

Parâmetros socioeducativos: proteção social para crianças, adolescentes e jovens –  Igualdade como direito, diferença como riqueza. CENPEC; SMADS; Fundação Itaú Social. São Paulo. 2007.

Gostou?

Então veja a oficina deste banco: “Uma expedição pelo território”.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 30 de agosto de 2015, às 14h10min.

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